Empreender por necessidade. Qual é a real?

Dez questões que não te falam quando você está na euforia ou sob pressão para abrir um próprio negócio, agora que você perdeu seu emprego.

Reportagem da ZH mostra que a falta de empregos faz a abertura de novos negócios disparar no primeiro semestre de 2018 no RS. Foram mais de 80 mil nos empreendimentos por necessidade (e não por oportunidade).

Quando você abre um negócio por necessidade é preciso ainda mais cuidado. A pressão por ganhar grana pode levar a decisões perigosas, amparadas em casos de sucesso de outros que se deram bem.

Por isso, convém lembrar 10 questões reais que não te falam quando você está na euforia ou sob pressão para abrir teu próprio negócio, agora que não tem mais seu emprego:

1. Prepare-se para sobreviver sem ganhar grana por, no mínimo, três meses. Use tuas próprias economias. Acredite que, apesar da propaganda envolvente, qualquer banco no Brasil será o teu algoz ao te dar crédito. Fuja deles!

2. Não desperdice teu capital em coisas sem importância para o negócio no início. Isso vai depender do tipo de negócio, claro. Por exemplo, uma boa marca pode fazer toda diferença ou nenhuma, dependendo do negócio. O que é importante para o inicio do teu negócio: carro? Presença na internet? Contador? Ponto comercial? Propaganda? Funcionários? Matéria-prima? Equipamento?

3. Continue procurando emprego. Jogue nas duas pontas. Os primeiros meses serão muito difíceis e você ainda poderá reverter a situação com uma boa recolocação.

4. Mesmo que você ainda distribua currículos, passe a tratar a si mesmo como uma empresa. E apresente-se como tal. Institucionalize-se. Ninguém leva fé em alguém que está fazendo um bico até pegar outro emprego. Use o “nós” e saiba explicar claramente seu negócio em uma frase.

5. Entenda como você funciona. Não gosta de acordar às cinco da manhã, então não abra um restaurante. Veja bem. Não são competências ou habilidades que você tem. É como você funciona! Eu sou uma pessoa que odeia formalidades: preciso trabalhar na rua. Eu sou uma pessoa desorganizada: preciso de uma coordenação. Eu sou uma pessoa que não aceita ordens: preciso trabalhar sozinho. Coisas desse tipo.

6. Essa é óbvia: faça um negócio próximo daquilo que você já conheça bem. De preferência, ligado à atividade anterior. Descomplica e usa os contatos e as referências que você já construiu.

7. Não leve a cabo o seu plano sozinho. Mas também não vá atrás de pitacos de quem não manja. Consulte um profissional isento para te dar a real. (cuidado com os consultores teóricos que nunca tiveram seu próprio negócio) Temos um viés de confirmação enganatório sobre os potenciais reais do negócio.

8. Sócio apenas se for muito complementar; se fizer aquilo que você não souber fazer e que tenha muita relevância para o negócio. Não tenha um sócio apenas para compartilhar seu medo. Chore as pitangas para o seu parceiro em casa à noite, se for o caso. Empreender é ter decisões solitárias.

9. Ideia e bunda todo mundo tem. Acredite: alguém já colocou em prática antes aquela sua ideia original e fantástica. Então a procure. Copie-a, se não for capaz de fazer melhor. (se copiar saiba que o copiado provavelmente estará na sua frente)

10. Infelizmente, contrate em carteira em último caso, e sempre depois de entender a real necessidade e atribuições bem definidas. Treine-o à exaustão e fique em cima durante o período de experiência. Se você quer se incomodar, então contrate parentes.

Por fim, você não vai ter férias. Você não vai ficar rico (isso seria uma consequência fora da média). Aliás, metade dos negócios morre antes de completar dois anos.

Essa é a real.

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