Não se inventa uma vacina

A nossa salvação é que existem pessoas que não podem passar correndo pelas coisas. Os cientistas, por exemplo, vivem para o seu trabalho sem esperar por uma conclusão.

A nossa salvação é que existem pessoas que não podem passar correndo pelas coisas. Os cientistas, por exemplo, vivem para o seu trabalho sem esperar por uma conclusão. Ás vezes, dedicam-se profundamente para que outro cientista avance tomando por base seus estudos. Os cientistas não podem se contentar apenas com uma historia bonita para contar no Instagram. “Não se inventa uma vacina”, ouvi da Suzana Herculano, uma das maiores cientistas brasileiras.

Os cientistas, diz ela, são uma classe cara de educar, porque a esta altura, no século 21, requer décadas de treinamento para adquirir o domínio do conhecimento acumulado, para só então garantir sua continuidade e dar sua própria contribuição.

 Percebam como ela define um cientista: “primeiro alguém se pergunta por que certas pessoas ficam subitamente doentes, se interessa por como a doença se espalha, ignora todos os palpites populares sobre humores e espíritos, resolve investigar possibilidades e eliminá-las sistematicamente, tira proveito de uma tecnologia recém-inventada e descobre micro-organismos até então invisíveis, experimenta e constata que eles são a causa da doença e do contágio, descobre substâncias de defesa no sangue dos sobreviventes, então tem a ‘ideia genial’ de induzi-las sob encomenda“.

 Ou seja, não tem atalho. É acúmulo de conhecimento através da experiência.

 Pesquisadores precisam tempo para testes em laboratórios. Atletas precisam treinar seus movimentos à exaustão antes de entrarem na pista. Guitarristas, filósofos, escultores – esses que trabalham para curar nossa alma – não podem fazer MVPs. Colocar o produto do seu trabalho mais rápido no mercado seria um erro.

 Há negócios e projetos com um ciclo de vida mais longo.

A maioria das coisas que realmente necessitamos não são criadas do dia para a noite.

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